Quem somos?
Foto: S. Ramos
A 28 de Outubro de 1893 foi criada a Escola de Desenho Industrial de Aveiro, em resposta às necessidades e aos desejos expressos dos industriais de cerâmica.
Destinada a formação de operários cerâmicos, evoluiu com os tempos, abriu-se a outras áreas, como costura, talha, carpintaria, serralharia, electricidade... mas, sobretudo, tornou-se comercial.
Em 1898 tornou-se uma Escola Industrial e a partir de 1914 incorporou o ensino comercial, passando a designar-se como Escola Industrial e Comercial, assim se tendo mantido até aos anos setenta.
Tendo iniciado as actividades escolares numa antiga casa do Cojo, a Escola passou pela Casa dos Moinhos, antiga Capitania, pelo edifício da Misericórdia, pelas instalações da actual Escola Secundária Homem Cristo, até que, finalmente, em 24 de Maio de 1956, foram inauguradas as novas instalações da Escola Industrial e Comercial de Aveiro, na Avenida 25 de Abril, onde ainda hoje se mantém.
A Escola foi o espaço de formação de muitos daqueles que trabalharam e trabalham na indústria de Aveiro, ficando esta conhecida na região pelos cursos iminentemente técnico-comerciais.
Após 25 de Abril de 1974, a Escola tornou-se secundária e passou a designar-se Escola Secundária n.º 1 de Aveiro, atingindo então o número máximo de alunos, cerca de 2200, no final da década de 80.
Depois de um processo interno de eleição do patrono, regulamentado pela Assembleia de Escola, e após a concordância da Câmara Municipal, foi atribuído à escola o nome Dr. Mário Sacramento, por despacho superior exarado em 27 de Março de 2002.
Hoje, a Escola oferece Ensino Básico e Ensino Secundário em regime diurno onde, a par de cursos gerais de índole humanística, científica e económico-social, é também facultada uma via tecnológica, nas áreas de Administração, Electricidade e Electrónica, Construção Civil e Mecânica.
De acordo com a recente Reforma Curricular do Ensino Secundário, em vigor a partir do ano lectivo de 2004/5, passaram a ser leccionados nesta Escola cursos Científico-humanísticos (Cursos de Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas e de Ciências Sociais e Humanas) e cursos Tecnológicos (de Construção Civil e Edificações, de Electrotecnia e Electrónica e de Administração).
Paralelamente ao funcionamento em regime diurno, a Escola tem ainda ensino nocturno, acompanhando as sucessivas reformas do ensino. Do antigo Ensino Tecnico nocturno já extinto ao actual sistema de ensino por unidades capitalizáveis, a Escola tem-se mantido sempre activa na formação pós-laboral de trabalhadores, assim como na preparação de jovens fora da escolaridade obrigatória, a que o ensino normal não tem dado resposta.
Inaugurado em 1956, o edifício escolar actual, sediado junto da Avenida 25 de Abril, foi perspectivado para uma população de 600 alunos, estando longe de satisfazer as necessidades actuais.
O recinto escolar distribui-se por três blocos:
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Bloco central, onde se situa grande parte das salas de aula e onde funciona a maior parte dos serviços de apoio ao funcionamento da Escola como o Conselho Executivo, os Serviços Administrativos, a sala de Professores, a sala do Pessoal Auxiliar de Acção Educativa, a sala de recepção aos Encarregados de Educação, a Reprografia, a Biblioteca, a Sala de Trabalho dos Directores de Turma, a sala de Estágios, o Gabinete dos Serviços de Psicologia e Orientação Escolar;
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Bloco oficinal, onde se situam as várias oficinas, bem como algumas outras salas de aula;
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Bloco gimnodesportivo, onde se situa o Ginásio, assim como os Serviços de Acção Social Escolar, a Papelaria, o Bufete e o Refeitório, além de algumas poucas salas de aula.
Há também uma área exterior circundante, usada em grande parte como espaço de convívio e, noutra parte, como recinto desportivo destinado às aulas de Educação Física.
O espaço escolar tem sido alvo de intervenções pontuais, da iniciativa quer das sucessivas direcções da escola, quer da Direcção Regional, o que tem melhorado o estado de conservação do edifício escolar.
Ao longo dos últimos anos, dado o empenho dos responsáveis pela direcção da Escola e a receptividade que as suas propostas têm merecido junto dos responsáveis do Ministério da Educação, a Escola tem sido dotada de novos recursos, desde mobiliário a equipamentos específicos, passando pela aquisição de outros materiais de apoio às actividades nela desenvolvidas.