Construir o paraíso aqui


A palestra Construir o Paraíso Aqui impressionou-nos e ainda hoje reflectimos sobre os assuntos nela discutidos...

 

A ONG PANGEA, de Aveiro, promoveu, no dia 12 de Novembro de 2009, uma sessão de visionamento e debate sobre o documentário “Construir o Paraíso Aqui”. À sessão, que aconteceu na Escola Mário Sacramento, em Aveiro, contou com a participação de cerca de 70 alunos do 9.º ano de escolaridade. Após a projecção do filme, seguiu-se um debate coordenado pelo professor Carlos Sangreman da Universidade de Aveiro.

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Re: Construir o paraíso aqui

 

2 opiniões de alunos que viram o documentário: 

Este filme retrata a vida das comunidades de dois países africanos muito distintos. Estes países são conhecidos como sendo do “3.º mundo”, isto é, menos desenvolvidos que nós (Portugal).
Na minha modesta opinião, não os vejo como estando assim muito atrasados em relação a Portugal, visto que há ruas em Portugal que parecem as da Guné (sem as mínimas condições sanitárias). E também há infra-estruturas em Cabo Verde muito parecidas com as de Portugal. Penso que estes países são subestimados e ninguém tem a verdadeira noção da sua potência sócio-económica; a única coisa de que estes países precisam é de um governo mais honesto e conciso, pois, ainda há muita corrupção por parte dos governantes.
Um aspecto que eu realço no documentário foi facto de o povo da Guiné ter dito “Nós vamos fazer isto!” e não “O governo não faz nada por nós”. De facto, isto mostra a motivação e a determinação deste povo.
Por sua vez, Cabo Verde é muito mais desenvolvido que a Guiné, tem muito mais infra-estruturas e é muito mais desenvolvido em termos de mentalidades.

Penso que num futuro próximo estes países ainda vao dar que falar.

Eliézer Bunga, 9.º C

 

Construir o paraíso aqui foi um documentário visionado que mostra a vida de 2 países muitos diferentes, Cabo Verde e Guiné Bissau. Aí, tenta-se mostrar que as pessoas não são todas iguais. Em Cabo Verde, as pessoas que só viviam exclusivamente da agricultura morriam, já na Guiné não; o tipo de alimentação era variada: arroz, frutas, carne e peixes. As mulheres, como chefes de família, trabalhavam, para comprarem peças de vestuário para os seus maridos, além de poderem gerir o dinheiro como querem, sem dependerem dos maridos.
Uma expressão ouvida no documentário (“quando os meus filhos nasceram eu só tinha um pano”) mostra como as coisas mudaram, pois mais tarde os seus filhos já  tinham vestes.
Algo que me chamou muito a atenção foram as expressões que as pessoas caboverdianas e guineenses usavam como " conjugar o verbo construir no futuro mais que possível", "a água de hoje, é a cachupa de amanhã", entre muitas outras.
A educação também era diferente; em Cabo Verde, as crianças de manhã iam para uma escola normal e à tarde aprendiam o Corão.
 
Jéssica Tavares, 9.º C
 

Em 1456, Luís de Cadamosto descobre ilhas do arquipélago de CABO VERDE (descoberta polémica), que eram desabitadas. Por causa do clima muito quente o seu povoamento foi feito, essencialmente, por povos africanos. Em 1460/61, Diogo Afonso descobre as ilhas ocidentais do arquipélago de Cabo Verde.
O primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da actual GUINÉ-BISSAU foi o português Álvaro Fernandes, em 1446.