Mostra a língua!

Que será melhor: ir ao bar comer uma sanduíche e jogar matraquilhos ou ficar nos corredores a apreciar a exposição sobre a diversidade cultural e linguística? Eu fiquei e não me arrependi...

Anualmente, na Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, celebra-se, tal como em muitas outras escolas do Velho Continente, o Dia Europeu das Línguas. No caso da nossa Escola, várias turmas elaboraram cartazes, tendo em conta as indicações dos professores envolvidos. Como cada turma contribuiu com vários cartazes, a Escola ficou com material suficiente para exibir uma exposição de dimensões consideráveis, estendida do átrio até ao segundo piso.

Como temas-guias da exposição deste ano, recebem ênfase as revoluções que ocorreram em solo português, os acontecimentos históricos correlatos e ainda a vida e obra de escritores de distintas nacionalidades. Outra linha de intervenção procura criar objectos decorativos relacionados com línguas e culturas. Na minha opinião, os temas estão bem escolhidos e adaptam-se na perfeição ao evento, já que servem bem a divulgação do património cultural e linguístico europeu.

A Escola vestiu-se de cores com os inúmeros cartazes projectados ao sabor da criatividade dos alunos e, à medida da sua curiosidade, as pessoas param nos corredores para apreender os conteúdos e apreciar a forma como os autores decidiram expor os seus temas. Podemos admirar cartazes sobre a Revolução de 1383-85, a Revolução dos Cravos e a poesia de intervenção ou ainda fruir da decoração das portas das salas: em cada uma, encontra-se afixada uma grande e multicolor chave de papel, anotada com uma desafiante palavra em língua estrangeira.

O número de cartazes, que são o foco principal da exposição, é, quiçá, demasiado elevado e, de uma maneira geral, aqueles apresentam mais texto do que imagens e decorações. Isto evidencia que muitos autores não tiveram em conta as características do público-alvo nem os princípios básicos de comunicação eficaz próprios do meio utilizado, resultando que muitos jovens não se detêm na exposição. Assim, numa futura reedição do evento, será conveniente alertar os autores dos cartazes para as características da comunicação atraente, de modo que esses artefactos resultem mais apelativos e os jovens se deixem seduzir pelo certame.

Na aldeia global, os jovens hodiernos assumirão futuramente um papel decisivo, ocupando as línguas um lugar obrigatório nos seus carcases de competências. É, pois, de louvar e agradecer o esforço dos professores dinamizadores em alertar a juventude para a importância da aprendizagem das línguas e do seu papel no diálogo intercultural. Por meio de iniciativas futuras, será de continuar a encorajar o saber no campo das línguas, seja para satisfazer necessidades profissionais, seja para facilitar a mobilidade ou, simplesmente, pelo prazer de aprender.

João Ramos, turma 12.º C - Outubro de 2009

Ir ao bar e comer uma

Ir ao bar e comer uma sanduiche. Dos matraquilhos não gosto muito.

Tao importante como a

Tao importante como a interculturalidade linguística verifica-se hoje que a tolerância entre pessoas e respeito pelas opções das mesmas (opções sexuais, religiosas, etc.) o são também. Faço deste um potencial assunto a abordar com tanta lucidez como o mencionado no texto...porque nao fazê-lo? Agradecido pela atenção.